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Ciência tenta explicar amor, sexo e relacionamentos

Nove pesquisas e cálculos abordam traição, casamento, preferências – e até curiosidades sobre como homens e mulheres se relacionam.



Os homens tentam saber o que as mulheres querem e suas reações. E elas quebram a cabeça para conquistá-los. Se todos querem entender as relações de amor e sexo entre homens e mulheres, a ciência também foca parte de seus estudos no tema. O resultado é uma série de pesquisas, curiosas e até divertidas, que dão algumas dicas para o sucesso das conquistas e relacionamentos. Veja algumas:

Fórmula perfeita
Cientistas chegaram a uma fórmula para indicar a noiva ideal. Segundo o estudo da Escola de Negócios de Genebra, a mulher deve ser cinco anos mais noiva que o companheiro, possuir bagagem cultural parecida e ser mais inteligente que o homem. A pesquisa indica que casais nesse modelo têm uma chance até 20% maior de ter uma relação feliz.

Traição x inteligência
Homens que traem namoradas e mulheres tendem a ter QI mais baixo . Segundo estudo publicado na revista Social Psychology Quarterly, quem pula a cerca é menos inteligente, ao contrário daqueles que valorizam a exclusividade sexual.

Idade ideal para casar
Dois professores de matemática da Universidade de New South Wales, em Sydney, na Austrália, criaram uma fórmula para descobrir qual a idade perfeita para um homem pedir uma mulher em casamento. Segundo eles, se o homem seguir o resultado da conta terá 37% de chance de ser bem-sucedido. O cálculo não é tão complicado: Estabeleça o limite máximo e mínimo de idade com a qual você quer se casar. Subtraia o maior pelo menor e multiplique o resultado por 0,368. Some esse número final com a idade mínima que você estabeleceu e terá a indicação da melhor idade para selar o compromisso.



Lingerie preta
Um levantamento realizado com homens britânicos mostrou que eles preferem mulheres usando calcinhas e sutiãs pretos. A lingerie vermelha, geralmente apontada como ícone sexy, é a cor menos popular.

Cegas de ciúmes
Recente pesquisa da Universidade de Delaware apontou que o ciúme prejudica a visão das mulheres. O levantamento mostrou que as mulheres, em uma situação de ciúmes, ficavam distraídas e incapazes de detectar imagens em meio a um fluxo rápido de informações.

Casamento é saudável
Homens e mulheres ficam menos aptos a desenvolver depressão e ansiedade após o matrimônio. Um levantamento com 35 mil pessoas mostrou que casar é melhor para a saúde mental e física das pessoas de ambos os sexos do que a "solteirice".

Importância do sexo
Levantamento feito pela Universidade de São Paulo aponta que sexo é a oitava prioridade na vida de uma mulher. Para o homem é a terceira, e só fica atrás da alimentação saudável e tempo de convívio com a família.

Traços femininos
Um estudo feito na Inglaterra concluiu que as mulheres de países com sistema de saúde melhores preferem homens com traços mais femininos e delicados. Do lado oposto, aquelas que vivem em regiões com mais falhas na saúde e riscos de contaminações preferem os homens mais másculos

Eles pensam mais em sexoUm levantamento recente feito com três mil pessoas apontou que os homens pensam muito mais em sexo do que as mulheres: cerca de 13 vezes ao dia, um total de 4.745 ao ano. O assunto passa pela cabeça delas em uma média diária de cinco vezes.

O fator protetor da gordura

Obesidade seria proteção e não causa da síndrome metabólica, defende cientista.



O conjunto de sintomas conhecido como síndrome metabólica – resistência a insulina, colesterol alto, gordura no fígado e um maior risco para diabetes, doenças cardíacas e acidente vascular cerebral – está relacionado à obesidade. Essa relação, no entanto, pode não ser assim tão simples.

De acordo com o pesquisador Roger Unger, da University of Texas Southwestern, de Dallas (EUA), a obesidade seria uma forma do corpo armazenar lipídios onde eles deveriam estar, ou seja, no tecido adiposo – num esforço para proteger outros órgãos do corpo dos efeitos prejudiciais da gordura.

Excesso de peso: proteção contra a síndrome metabólica
É quando o excesso de calorias ingeridas fica alto demais para que o tecido adiposo consiga lidar com ela que a gordura começa a ir para onde não deveria estar – e a cascata de sintomas conhecida como síndrome metabólica começa.


O pesquisador inicia o artigo "Gula, preguiça e síndrome metabólica: um roteiro para lipotoxicidade" afirmando que tudo se resume a fatos já conhecidos por todos, em maior ou menor nível: americanos, desde os anos 50 comem alimentos carregados com carboidratos e gorduras e, graças à tecnologia moderna, de movem muito pouco.

“Enquanto isso não mudar, não vejo fim para a crescente epidemia de síndrome metabólica” diz Unger.

Segundo Unger, ainda assim, nossos metabolismos não estão acabados: os caminhos que armazenam a gordura como uma fonte de energia para uso em tempos de magreza é que estão totalmente sobrecarregados. “Excesso de comida costumava ser algo raro, reservado àqueles que viviam no castelo” diz o pesquisador. “Hoje é o contrário: calorias ruins são tão baratas que a maioria consegue pagar para ficar acima do peso”.

Unger cita uma série de evidências que apóiam o papel protetor da obesidade. Manipulações genéticas em ratos que aumentam ou diminuem a formação de gordura apresentaram provas de que a adipogênese, a geração de células de gordura, atrasa as conseqüências metabólicas da alimentação em excesso. O inverso também é verdadeiro, ele escreve. Ratos resistentes à obesidade, em alguns casos desenvolveram diabetes grave após comer muito, como resultado do acúmulo de gorduras em outros tecidos que não o adiposo.

Ainda há alguma discordância sobre se a resistência à insulina é a principal causa de síndrome metabólica ou apenas uma de suas características, observa Unger. Mas sobre isso, também, o pesquisador tem uma visão interessante e lógica: a resistência à insulina não é a causa da síndrome metabólica, diz ele, é um subproduto “passivo” da deposição de gordura no fígado e nos músculos, uma vez que o armazenamento nas células de gordura começa a falhar.

Também faz sentido na teoria de Unger que as células que já absorveram gordura em excesso comecem a excluir glicose, fazendo com que seus níveis no sangue e urina subam. Uma vez nas células, a glicose torna-se um substrato para a produção de mais gordura. “O corpo está fazendo o que deveríamos ter feito – manter as calorias em excesso para fora”, diz Unger.

No centro da transição entre obesidade protetora e síndrome metabólica está a resistência ao hormônio leptina, conhecido por seu efeito supressor do apetite. O hormônio, explica Unger, também é responsável por fracionar a gordura no corpo. O aumento da leptina na medida em que os depósitos de gordura crescem, portanto, seria uma resposta adaptativa, que só consegue seguir acontecendo até o momento em que a resistência insulínica aparece.

Com base nos genes que carregam, algumas pessoas serão mais capazes de manter o armazenamento de lipídeos em gordura e podem ir longe com excesso de peso, chegando até mesmo à obesidade, sem ter outros sintomas. Eventualmente, porém, a necessidade de cortar calorias é algo que todos nós enfrentamos.

“Quando se alcança uma certa idade, quase todo mundo fica resistente à leptina”, diz Unger. “A natureza deixa de nos proteger depois que passamos da idade reprodutiva, exigindo de todo nós mais cuidado com a dieta e a prática regular de exercícios”.

Fonte:Ig

Dor de cabeça no trabalho


Pesquisa aponta que seis em cada dez mulheres sofre com ela.

A dor de cabeça intensa é “colega” de trabalho da maioria das mulheres, revela pesquisa feita pela Sociedade Brasileira de Cefaleia.
Em levantamento feito com 446 pessoas, os pesquisadores atestaram que 59,7% das mulheres que trabalham convivem frequentemente com os episódios de dor, em níveis moderados a intensos. Já entre os homens, o índice cai para 34,4%, diferença de 25,3 pontos.

Os motivos para elas serem maioria nas estatísticas são principalmente dois, explica o neurologista e presidente da Sociedade Mineira de Cefaleia, Ariovaldo Alberto Silva Júnior: hormônios e estilo de vida.

“A variação hormonal que todo mês acontece nas mulheres, em especial na faixa etária entre 18 e 39 anos, faz com que elas fiquem mais suscetíveis às dores de cabeça mais intensas”, afirma Silva Júnior ao citar também os fatores externos como influentes. “Além disso, a mulher com crises recorrentes de dor de cabeça têm outras características pessoas que favorecem o quadro. São muito ansiosas, se cobram muito, não conseguem limitar o horário de trabalho, dedicam pouco tempo ao lazer.”

Outro alerta do especialista é para os analgésicos. Tomá-los em exagero para solucionar as crises pode só agravar a situação. Ingerir os comprimidos mais de duas vezes por semana pode fazer com que os episódios de dor fiquem ainda mais fortes e frequentes.

A dica é prestar atenção aos sinais. Se as crises aparecerem mais de duas vezes ao mês e impossibilitarem a realização de tarefas, é bom procurar o médico. Outras dicas são ficar atenta aos alimentos que podem despertar a dor de cabeça (os mais comuns são café, chocolate, queijos amarelos, vinhos e cerveja) e praticar exercícios aeróbicos.

“Ioga e pilates são ótimos para relaxar. Mas para prevenir as crises de enxaqueca, é preciso fazer atividades que aumentem a frequência cardíaca, como correr, pedalar, nadar”, completou o presidente da Sociedade Mineira de Cefaleia.

É possível tratar a celulite sem cirurgia


O médico Alexandre Senra explica como funcionam os procedimentos disponíveis para combater o problema.

A celulite é um dos grandes tormentos do universo feminino e por isso mesmo é tema frequente de dúvidas das pacientes no consultório.

É importante dizer que o termo celulite é usado de forma errada. Ele se refere à inflamação da gordura abaixo da pele, mas é popularmente relacionado com o aspecto de casca de laranja presente em algumas áreas do corpo.

O visual ondulado acontece por conta do inchaço das células de gordura, que tracionam as fibras que prendem a pele aos planos mais profundos e causam esse enrugamento. Isso acontece por diferentes causas (hormonais, tabagismo, sedentarismo, alimentação inadequada, entre outras).

Algumas mulheres querem evitar a lipoaspiração para resolver o problema. De fato existem tratamentos menos invasivos, de acordo com o grau da celulite.
É o caso da terapia subdérmica, feita com um aparelho chamado Silhouette, que através de manobras específicas (massagens) com um rolo compressor e um vácuo computadorizado, proporciona uma boa melhora depois de certo número de sessões prescritas pelo médico. Indicado para casos mais simples e intermediários, esse tratamento é uma boa opção porque não necessita de internações e anestesias.

Nos graus mais avançados do problema só a cirurgia pode oferecer resultados. A lipoaspiração a laser, também chamada de laserlipólise, oferece uma melhoria razoável do aspecto geral, com a vantagem de retirar a gordura e dar contorno ao corpo. Nesta técnica, o calor gerado quebra as células de gordura e diminui o efeito ondulado que elas davam na pele, estimulando o colágeno existente.

Saúde falsificada





Drogas para emagrecer e para impotência lideram pirataria de remédios

A apreensão de medicamentos irregulares cresceu 15 vezes no Brasil no último ano, impulsionada por remédios pirateados que simulam efeitos para o emagrecimento, aumento e definição de músculos (anabolizantes) e também contra impotência sexual. No alvo da falsificação estão ainda as medicações contra o câncer e doenças cardíacas.

As informações são do Ministério da Justiça (MJ) que realiza as operações de combate à “saúde pirata”, em parceria com as polícias federais e estaduais e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Na última sexta-feira, em uma operação em São Paulo e Minas Gerais para fiscalizar a legislação que agora proíbe exibir medicamentos nas gôndolas e prateleiras, agentes da Anvisa e da polícia encontraram grandes quantidades de remédios piratas, a maioria com o foco na impotência.

A explicação para as drogas para disfunção erétil e também com fim estético (inibidores de apetite e anabolizantes) liderarem a falsificação está na lei de mercado que também rege o crime. “São pequenas e com alto valor agregado”, explica André Barcellos, secretário executivo do Conselho Nacional de Combate à Pirataria do MJ. A mistura entre preço mais alto e grande sucesso de vendas é o que justifica a preferência destes tipos farmacêuticos pelo comércio ilegal.

Farmácias pequenas e internet

Durante o ano de 2009, 316 toneladas de remédios falsificados foram apreendidas, o que representa aumento de 1480% em comparação com as 20 toneladas recolhidas em todo ano de 2008. Segundo Barcellos, as apreensões realizadas no ano passado mostraram ainda que são as farmácias – e não camelôs e barracas clandestinas – os locais que lideram a oferta dos medicamentos falsificados, contrabandeados e sem registro sanitário.

“O problema dos medicamentos falsificados é mundial. A OMS (Organização Mundial de Saúde) já divulgou que esses remédios representam 10% do mercado farmacêutico de países desenvolvidos e 20% de países em desenvolvimento”, afirma o secretário. No Brasil, o problema virou questão de saúde pública. “Por isso, o acordo firmado no ano passado entre Ministério da Justiça, Anvisa e Polícia Federal para investir neste tipo de operação alavancou tanto o número de apreensões”, completa.

As informações dos setores de inteligência das operações apontam que o Brasil está na rota de comercialização e consumo de medicamentos falsificados, mais do que no ramo produtivo de piratas. “Apesar disso, no ano passado, algumas investigações resultaram na descoberta de laboratórios clandestinos de produção”, diz Barcellos.

Além das farmácias, em especial as de pequeno porte, a internet também é um dos principais pólos de venda dos medicamentos irregulares. Relatórios internacionais, como o produzido pelo Observatório de Violência da Europa, além da Junta Internacional de Fiscalização de Entorpecentes (Jife) já alertaram sobre o “cyber crime” de remédios piratas. As estimativas dão conta que entre 25% e 50% das drogas comercializadas por sites são falsificadas ou irregulares.

Prejuízos nos tratamentos

Especialistas afirmam que os problemas relacionados aos medicamentos falsificados podem ir desde o “efeito nenhum” até seqüelas importantes como intoxicações – em geral a produção clandestina de medicamentos fere todos os princípios da boa prática, como a higiene e armazenamento adequados. Também ficam de fora da cadeia de produção dessas drogas as condições adequadas de temperatura, o que pode trazer reações adversas às substâncias utilizadas para fazer comprimidos.

Mesmo quando o único problema dos terapêuticos piratas é o efeito placebo, o dano à saúde do paciente não é descartado. Como as principais drogas falsificadas são para o emagrecimento e também para a disfunção erétil, o impacto psicológico de recorrer a um medicamento e ainda assim não conseguir melhorar o desempenho físico ou sexual é importante.

“Temos visto que a queixa de ineficiência dos medicamentos tem crescido. Isso aparece mais em meu consultório”, relata o presidente da Sociedade Latino-Americana de Medicina Sexual, Geraldo Eduardo Faria. “Se é a primeira vez que este paciente usa um medicamento para a disfunção erétil, pode reputar a ineficácia do tratamento a si próprio, como a incapacidade de reagir mesmo com o recurso medicamentoso”, afirma.

A influência da automedicação

A cultura da automedicação brasileira é apontada como um dos fatores que facilitam o comércio de medicamentos falsificados. Isso porque, dizem os médicos, sem o respaldo de uma opinião especializada, as pessoas não conseguem mensurar o que pode ser classificado como reação inesperada da medicação, inclusive a falta de efeito das drogas.

Para André Franco Montoro Filho, presidente do Instituto Etco – uma das entidades convocadas para mapear e combater a pirataria dos medicamentos – o passo mais importante a ser dado agora é investir em tecnologia de inteligência no monitoramento das medicações. A medida de rastrear os produtos farmacêuticos, afirma ele, é eficiente tanto para coibir a falsificação quanto monitorar as receitas de medicamentos com alguma irregularidade.

“Além de continuar o controle com operações aos moldes das já realizadas, um passo necessário é a implantação de um sistema real de rastreamento”, acredita.

A tecnologia citada por ele monitora o medicamento desde a fase de produção, distribuição e venda nos balcões das farmácias. Cada embalagem teria uma numeração própria, como se fosse o chassi de um veículo. Segundo Montoro Filho um projeto piloto foi desenvolvido em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Fortaleza.

“Os resultados foram muito positivos. Os custos não são importantes porque são diluídos por número de produção”.


Fonte: IG

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