Mostrando postagens com marcador Regime. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Regime. Mostrar todas as postagens

O fator protetor da gordura

Obesidade seria proteção e não causa da síndrome metabólica, defende cientista.



O conjunto de sintomas conhecido como síndrome metabólica – resistência a insulina, colesterol alto, gordura no fígado e um maior risco para diabetes, doenças cardíacas e acidente vascular cerebral – está relacionado à obesidade. Essa relação, no entanto, pode não ser assim tão simples.

De acordo com o pesquisador Roger Unger, da University of Texas Southwestern, de Dallas (EUA), a obesidade seria uma forma do corpo armazenar lipídios onde eles deveriam estar, ou seja, no tecido adiposo – num esforço para proteger outros órgãos do corpo dos efeitos prejudiciais da gordura.

Excesso de peso: proteção contra a síndrome metabólica
É quando o excesso de calorias ingeridas fica alto demais para que o tecido adiposo consiga lidar com ela que a gordura começa a ir para onde não deveria estar – e a cascata de sintomas conhecida como síndrome metabólica começa.


O pesquisador inicia o artigo "Gula, preguiça e síndrome metabólica: um roteiro para lipotoxicidade" afirmando que tudo se resume a fatos já conhecidos por todos, em maior ou menor nível: americanos, desde os anos 50 comem alimentos carregados com carboidratos e gorduras e, graças à tecnologia moderna, de movem muito pouco.

“Enquanto isso não mudar, não vejo fim para a crescente epidemia de síndrome metabólica” diz Unger.

Segundo Unger, ainda assim, nossos metabolismos não estão acabados: os caminhos que armazenam a gordura como uma fonte de energia para uso em tempos de magreza é que estão totalmente sobrecarregados. “Excesso de comida costumava ser algo raro, reservado àqueles que viviam no castelo” diz o pesquisador. “Hoje é o contrário: calorias ruins são tão baratas que a maioria consegue pagar para ficar acima do peso”.

Unger cita uma série de evidências que apóiam o papel protetor da obesidade. Manipulações genéticas em ratos que aumentam ou diminuem a formação de gordura apresentaram provas de que a adipogênese, a geração de células de gordura, atrasa as conseqüências metabólicas da alimentação em excesso. O inverso também é verdadeiro, ele escreve. Ratos resistentes à obesidade, em alguns casos desenvolveram diabetes grave após comer muito, como resultado do acúmulo de gorduras em outros tecidos que não o adiposo.

Ainda há alguma discordância sobre se a resistência à insulina é a principal causa de síndrome metabólica ou apenas uma de suas características, observa Unger. Mas sobre isso, também, o pesquisador tem uma visão interessante e lógica: a resistência à insulina não é a causa da síndrome metabólica, diz ele, é um subproduto “passivo” da deposição de gordura no fígado e nos músculos, uma vez que o armazenamento nas células de gordura começa a falhar.

Também faz sentido na teoria de Unger que as células que já absorveram gordura em excesso comecem a excluir glicose, fazendo com que seus níveis no sangue e urina subam. Uma vez nas células, a glicose torna-se um substrato para a produção de mais gordura. “O corpo está fazendo o que deveríamos ter feito – manter as calorias em excesso para fora”, diz Unger.

No centro da transição entre obesidade protetora e síndrome metabólica está a resistência ao hormônio leptina, conhecido por seu efeito supressor do apetite. O hormônio, explica Unger, também é responsável por fracionar a gordura no corpo. O aumento da leptina na medida em que os depósitos de gordura crescem, portanto, seria uma resposta adaptativa, que só consegue seguir acontecendo até o momento em que a resistência insulínica aparece.

Com base nos genes que carregam, algumas pessoas serão mais capazes de manter o armazenamento de lipídeos em gordura e podem ir longe com excesso de peso, chegando até mesmo à obesidade, sem ter outros sintomas. Eventualmente, porém, a necessidade de cortar calorias é algo que todos nós enfrentamos.

“Quando se alcança uma certa idade, quase todo mundo fica resistente à leptina”, diz Unger. “A natureza deixa de nos proteger depois que passamos da idade reprodutiva, exigindo de todo nós mais cuidado com a dieta e a prática regular de exercícios”.

Fonte:Ig

Ração Humana para emagrecer será ?


Verão é sinônimo de calor e corpo à mostra, e ninguém quer desfilar os pneuzinhos por aí. Na busca por resultados rápidos, a ração humana, composta de linhaça, gérmem de trigo, aveia e outros alimentos ricos em fibras, virou febre com a promessa de emagrecer em pouco tempo.
Segundo a nutricionista Lara Natacci, da Nutrivitta Assessoria Nutricional, de São Paulo, o composto pode auxiliar na redução de peso, já que absorve água e aumenta de volume, aumentando também a sensação de saciedade.

“Dessa forma, a pessoa passa a comer uma quantidade menor. Além disso, a grande quantidade de fibras estimula o funcionamento intestinal e capta o excesso de colesterol e glicose”, relata.

Pessoas com alimentação pobre em fibras podem sentir essa sensação mais facilmente quando começam a fazer uso da ração, afirma a nutricionista Helena M. Simonard Loureiro, diretora do departamento de Nutrição e Gastronomia da Pontifica Universidade Católica do Paraná (PUC-PR).

“Mas é preciso lembrar que emagrecer depende de diversos fatores como idade, tipo de alimentação, tipo de vida, metabolismo, entre outros. A reeducação alimentar e a prática regular de atividade física são fundamentais para que esse alimento ajude no processo de emagrecimento”, frisa.

Vale salientar que a ração humana é um complemento alimentar que não deve substituir uma grande refeição, como o almoço ou o jantar. A ingestão diária do produto não deve ultrapassar duas colheres de chá, o equivalente a 20 gramas, e a melhor forma de ingeri-la é entre as refeições


Produção caseira

A ração pode ser comprada pronta em lojas especializadas em produtos naturais e custa em torno de R$20, mas é possível preparar o composto em casa, gastando metade do valor da versão industrializada. No entanto, quem fizer essa opção, deve prestar atenção em alguns pontos importantes como local onde o ingrediente foi adquirido, prazo de validade de cada item e o armazenamento do produto.

“Observe se o local onde for comprar os ingredientes é limpo, isso é muito importante. Depois, como serão misturados muitos ingredientes diferentes, considere o menor prazo de validade entre eles. Não consuma o composto se um dos ingredientes estiver vencido, porque o produto é feito a base de grãos que podem desenvolver fungos”, alerta Helena Loureiro. Para conservá-lo adequadamente, coloque-o em um recipiente fechado e escuro e guarde-o na geladeira.

Apesar de ser um produto natural, a ração humana pode ser contra-indicada em alguns casos. “Pacientes com distúrbios gastrointestinais onde o consumo de alimentos ricos em fibras precisa ser reduzido devem evitá-la”, alerta Lara Natacci. A nutricionista Bruna Murta, da rede de lojas Mundo Verde, que vende o produto, não recomenda a ração a diabéticos, já que a fórmula original contém açúcar mascavo, e nem a pessoas ansiosas, devido à presença de guaraná em pó. Pessoas com prisão de ventre, por exemplo, também precisam ficar atentas. “O ideal é consultar uma nutricionista para avaliar cada caso, ver o que ela pode ou não consumir, e prescrever uma receita específica para aquela pessoa. É preciso analisar a quantidade de fibras consumidas por dia e ver se está dentro da recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS), que é de até 35gramas por dia”, aconselha Helena Loureiro.


Para fazer a ração humana em casa, siga a receita:

- 250 g de fibra de trigo
- 125 g de leite de soja em pó
- 125 g de linhaça marrom
- 100 g de açúcar mascavo
- 100 g de aveia em flocos
- 100 g de gergelim com casca
- 75 g de gérmen de trigo
- 50 g de gelatina sem sabor comprada em casa de produtos naturais
- 25 g de guaraná em pó
- 25 g de levedo de cerveja
- 25 g de cacau em pó.


Bata no liquidificador ou no processador primeiro as sementes maiores, em seguida as menores e por último os demais ingredientes.

E hora de rir

Amigos

Quem sou eu

Minha foto
Falo o que penso Escrevo o que quero
 
BlogBlogs.Com.Br